Informativo do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região - Terça - Feira, 16 de outubro de 2007 - N.º 306
Informativo do Sindicato dos Bancários de Barretos e Região - Terça - Feira, 16 de outubro de 2007 - N.º 306
CAMPANHA NACIONAL DOS BANCÁRIOS 2007 ACORDO ASSINADO
Dois meses depois do início das negociações da Campanha Nacional, os ban- cários e a Fenaban assi- naram dia 11, a Conven- ção Coletiva de Traba- lho 2007/2008.
Com a assinatura da CCT, os bancários recebe- rão a primeira parte da Par- ticipação nos Lucros e Re- sultados (PLR) dentro de dez dias. Além da PLR me- lhor, os bancários con- quistaram este ano 6% de reajuste nos salários e nos benefícios. Como a inflação do período foi
de 4,82%, novamente os trabalhadores garantiram aumento real.
A Participação nos Lucros e Resultados também melhorou em relação à do ano passado. Conforme a CCT, os bancários vão receber 80% dos salários, mais um valor fixo de R$ 878, com parcela adicional de 8% da variação do lucro líqui- do do banco entre 2006 e 2007. Para os bancos em que o lucro aumentar mais de 15%, haverá crescimento de 20% nos valores em relação ao ano passado, com a garantia de pagamento mínimo de R$ 1.200 e máximo de R$ 1.800.
Outra conquista desta Campanha Nacional foi a 13ª Cesta-Ali-
mentação no valor de R$ 252,36. O benefício foi in- corporado na Convenção Coletiva e agora passa a fa- zer parte permanentemente dos direitos dos bancários.
Banco do Brasil
O Banco do Brasil e a Contraf-CUT também assina- ram no dia 11/10 o acordo es- pecífico sobre a PLR. Ele ga- rante aos funcionários uma Participação nos Lu- cros e Resultados de R$ 878, mais 80% do E6 para escriturário, ou este percentual do E6 mais comis-
são de caixa para os caixas, ou 80% do Valor de Referência para os comissionados. Além da regra básica, o Banco do Brasil vai distribuir 4% do lucro líqui- do de forma linear para todos (o equivalente a R$ 1.168,92 por funci- onário), garantindo no mínimo um VR para quem cumpriu o acordo de trabalho (ATB). A primeira parcela da PLR será paga em até dez dias após o acordo; a segunda será em março.
Caixa - A Contraf-CUT e a Caixa assinarão o acordo nos próxi- mos dias.
ASSISTENCIAL A FORÇA DA SUA PARTICIPAÇÃO
Contribuição definida em assembléia transforma-se em conquista para os trabalhadores.
Todos os bancários que já receberam ou que irão receber as diferenças salariais, reajuste salarial, PLR, adicional de PLR, estão colhendo os resultados da campanha salarial 2007. Duran- te mais de três meses o sindicato participou de diversas reuniões, plenárias, conferências, encontros, seminári- os e outras atividades que demandaram gastos excessi- vos, além de publicações de editais, confecção de faixas, cartazes, jornais, panfletos, adesivos, gastos com carro de som, departamento jurídico, e outros instrumentos de mobilização, tudo isso, para garantir a defesa de nossos direitos e lutar por novas conquistas. Ficou instituído na assembléia que aprovou a minuta
de reinvidicações, que o desconto assistencial, será de 01 dia de serviço (3,33%), a ser descontado de todos os bancários, sócios e não sócios, com teto máximo de R$ 200,00, em duas parcelas. Ficando aberto o prazo p/ oposição de 17/10/2007 a 26/10/2007, mediante requerimento manuscrito de próprio punho, devendo constar nome, qualificação, numero da CTPS, nome do banco e obrigatoriamente ser entregue individual e pessoalmente no horá- rio da 9:00 às 17:00 na sede ou na sub-sede do sindicato.
O assistencial, é vital para ajudar a manter, e expandir a estru- tura do sindicato e, conseqüentemente, garantir a correlação de forças mais equilibrada na hora de negociar com os banqueiros.
FUSÃO - EM DEFESA DO EMPREGO
Santander: privilégio em análise
do Cade
Apesar de decisão contrária da Justiça, aspectos financeiros da fusão serão analisados só no BC
Com a fusão com o Real, o Santander pode tornar-se o maior banco privado do país. O Banco Central ainda está fechando os nú- meros, mas, segundo reportagem publicada em 09/10 no jornal Valor Econômico, o ne- gócio dará ao Santander 63,4% dos depósitos e 60,8% do crédito no país. O banco terá 1.190 agências em São Paulo, uma rede maior do
que a do Bradesco (1.105 agências), do Itaú (810) e do Banco do Brasil (770).
Os números impressionam e anunciam o nasci- mento de um gigante, que pode reduzir drasticamente a concorrência no mercado brasileiro, criando pro- blemas para os clientes, para a própria economia bra- sileira e principalmente colocando em risco o empre- go dos trabalhadores.
19 mil cartazes em varais em Brasília: protesto dos bancários contra o risco de demissões
Sindicato apresentou em sessão da Câmara Mu-
Fusão: Cade exige dos bancos informações financeiras
Conselheiro-relator acata decisão da Justiça e adia julgamento dos riscos da compra do Santander pelo Real
nicipal de Barretos, no dia 24/09, manifesto em defesa do emprego.
Prevaleceu a lógica e a determinação da Justi- ça. Amparado na decisão do Tribunal Regional Fede- ral da 1ª Região que, no início de setembro, confir- mou a competência do ConselhoAdministrativo de Defesa Econômica (Cade) para decidir também so- bre fusões bancárias, o conselheiro-relator do Cade, ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, adiou o julgamento da operação de venda do banco ABN Amro Real para o Santander. O julgamento aconteceria na quarta-feira 10/10.
Para dar prosseguimento, o conselheiro do Cade exige que os bancos enviem ao órgão, num prazo máximo de 30 dias, as mesmas informações da parte financeira do negócio que foram en- caminhadas ao Banco Central. Sicsú, que afirmou no ofício que as análises financeiras e não-financeiras
constituem “um ato uno, não cabendo a análise sepa- radamente”, fixou uma multa diária de R$ 5 mil como punição aos bancos se não cumprirem a determina- ção no prazo 30 dias.
A princípio, o Cade analisaria apenas a parte não-financeira da operação, onde há menos proble- mas, e ainda por cima por meio de um procedimento mais rápido de julgamento, utilizado quando fica claro que não há riscos à concorrência.
“Todos os setores da economia brasileira estão submetidos ao Cade em caso de fusões e aquisições. Nunca vimos sentido em apenas os bancos ficarem de fora. O pedido de envio de informações por parte do Cade dá credibilidade ao órgão”, afirmou o presiden- te do Sindicato, ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇.
Parlamentar recebe abaixo-assinado contra demissões em fusões
Mais de duas mil adesões contra demissões foram entregues ao deputado ▇▇▇▇▇▇▇▇, em Brasília.
O deputado federal ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇ (PT-SP) recebeu dos trabalhadores bancários parte do abai- xo-assinado contra demissões em caso de fusão entre empresas. O documento foi assinado por mais de duas mil pessoas nos primeiros dias.
A compra do Real ABN Amro pelo banco es- panhol Santander motivou a iniciativa e os bancários estão apreensivos com as possíveis demissões.
▇▇▇▇▇▇▇▇ informou que vai utilizar o do- cumento para aprovar uma moção no Con-
gresso em defesa do emprego dos trabalha- dores brasileiros. A participação dos bancári- os, o apoio da população e o comprometimen- to do deputado são fundamentais na luta em defesa do emprego.
Alesp envia documento para ABN e Santander
Foi aprovado dia 10/10, em reunião extraordi- nária da Comissão de Assuntos Internacionais da As- sembléia Legislativa de São Paulo, requerimento do deputado ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ (PT)para o envio às diretorias dos bancos Santander e ABN Amro de documento que trata da fusão entre os bancos e suas conseqüên- cias para o emprego dos trabalhadores. Será enviada também cópia do documento para a Comissão de
Relações de Trabalho.
A reunião contou com a participação dos sindi- calistas e funcionários do ABN Amro. O debate de- senvolvido na Assembléia demonstra a preocupação dos deputados com o impacto e conseqüências de uma fusão dessa envergadura, que cria o segundo maior banco privado do país, expondo trabalhadores a ris- cos.
▇▇▇▇ falou da importância de o Poder Público acompanhar essa fusão, uma vez que, nesse tipo de processo, geralmente quem sofre são os trabalhado- res. "Esse requerimento se torna ainda mais importan- te agora, que a fusão já se concretizou. São 54 mil trabalhadores brasileiros nos dois bancos, a maioria em São Paulo, que precisam de proteção nesse mo- mento", advertiu.
CEF
Trabalhadores da Caixa: exemplo de garra e determinação
Após greve de sete dias, bancários da CEF ar- rancaram nova proposta, que foi aprovada em assem- bléia na terça-feira, dia 09/10.
Os bancários da Caixa Econômica Federal demons- traram durante sete dias sua garra e disposição para a luta. E, quando corriam o risco de
ver tudo ser colocado em risco pela postura antidemocrática da direção do banco, viraram a mesa e conse- guiram arrancar uma nova propos- ta.
Foi uma lição de mobilização. No dia 3, os empregados da Caixa, por falta de avanço nas questões es- pecíficas, decidiram em assembléia rejeitar a proposta aceita pelos tra- balhadores dos bancos privados, da Nossa Caixa e do Banco do Brasil. Desde então, construíram uma gre- ve que cresceu a cada dia.
Diante de propostas que não mereceram sequer análises mais aprofundadas, os bancários da Cai- xa endureceram. Na base do Sindi- cato de Barretos, a greve chegou a
nova negociação foi marcada e avançou durante toda a noite de segunda e a madrugada de terça. A Caixa solicitou a suspensão da audiência no TST, aguardan- do a decisão das assembléias.
A proposta aceita representa avanços. Meno-
Toda essa mobilização não termina com o fim da campanha. As conquistas precisam ser aprimora- das e consolidadas.
Engana-se quem pensa que o movimento foi só por questões salariais, Plano de Cargos e Salários,
isonomia, PLR. Esses pontos são de fato importantes, mas o que também determinou um movimento tão po- deroso foi a indignação dos traba- lhadores. Um basta de quem está cansado de “carregar o piano” sem o justo reconhecimento e exigiu da Caixa a adoção de uma palavra: res- peito.
Uma greve tão forte que forçou a empresa a negociar. Tão poderosa que a direção do banco errou ao tentar fugir da negociação, e chegou a recorrer ao “tapetão” para tentar acabar com o mo- vimento.
Diante da ameaça do julga- mento no TST, os trabalhado- res não arrefeceram, mantive- ram a luta e, garantindo avan-
abranger quase 80% dos locais. As
Foto: Greve na CEF - Sete dias de paralisação.
ços em uma nova proposta, de-
paralisações ficaram concentradas nas agências das cidades de Barretos, Bebedouro, Guaíra, Colina e Monte Azul Paulista.
A direção da Caixa demonstrou pouca habili- dade e optou pela pior possibilidade, o ajuizamento de dissídio no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mais uma vez os bancários deram o exemplo. Recorreram a parlamentares e mi- nistros em Brasília, destacando o risco da medida para os trabalhadores e a sociedade. Uma
res do que os trabalhadores mereciam, mas infinita- mente maiores do que a direção da empresa preten- dia conceder.
O banco preferiu, por exemplo, alterar a forma de distribuição da PLR – prejudicando uma parcela dos bancários – do que aumentar o montante a ser distribuído.
Na assembléia realizada na sede do Sindicato foi aprovado também uma moção de repúdio contra esta atitude da direção da empresa.
cidiram encerrar a greve, mas não a luta.
Os bancários mais do que nunca saem fortale- cidos dessa batalha. Voltam ao trabalho de cabeça erguida e mais unidos e organizados para ampliar suas conquistas.
Para a direção da Caixa ficou a lição de que não se resolve nada com truculência e que tem de pas- sar a valorizar os empregados como merecem.
Parabéns a todos.
Confira abaixo o teor da proposta aprovada nas assembléias:
- Reajuste: 6%;- Tíquete alimentação: R$ 323,84
- Cesta-alimentação: R$ 252,36, com garantia da 13ª cesta-alimentação
- PLR: R$ 4.100,00 para empregados sem função e R$ 4.362,84 para empregados com função. Caso a empresa obtenha lucro superior a 15% no ano de 2007, serão pagos mais R$ 600,00, linearmente, em março de 2008. A empresa pagará 60% da PLR na folha de outubro e 40% em março de 2008.
- Novo PCS: Unificação das tabelas das carreiras administrativas dos planos pré e pós 98, com inclusão das vantagens pessoais e correção da curva salarial relativa aos R$ 30,00 da campanha de 2004. A mi- gração para a nova tabela será por aproximação sala- rial e o critério de ascensão será por antiguidade e mérito. O valor inicial da nova tabela terá como
parâmetro o nível 101 do PCS de 1998 e valor final a referência 95 do PCS de 89. As discussões terão iní- cio 30 dias após o fechamento do acordo. A proposta deverá ser aprovada até 30 de abril e implantada até 1º de julho de 2008.
- Parcelamento de férias em 10 vezes.
- Contratação de 3 mil empregados até o final de 2007.
- Abertura de concurso público para novas contratações em março de 2008, exceto para São Paulo e Rio de Janeiro.
- Empréstimo consignado pela menor taxa praticada pela Caixa no mercado.
- Inclusão na aditiva da Convenção Coletiva de Tra- balho da garantia de manutenção do Saúde Caixa aos aposentados pelo INSS em efetivo exercício na CEF.
- Negociação no prazo de 30 dias para regulamenta-
ção do uso da internet.
- Aumento do número de bolsas de incentivo à gradu- ação de 4.000 para 4.100.
- Pagamento do auxílio-creche na data do nascimento do filho (hoje é pago a partir do terceiro mês).
- Pagamento do tíquete para os novos empregados no mês em que são admitidos, mas desde que a contratação tenha ocorrido até o 15º dia.
- Instituição de 4.000 bolsas para cursos de idiomas (inglês, espanhol e japonês) de até R$ 1.200,00 no ano; - Conversão em espécie de até 30 dias de licen- ça-prêmio e Apip.
- Reabertura do saldamento e adesão ao Novo Plano da Funcef e Compromisso de transferência dos apo- sentados do PMPP para a Funcef.
- Não desconto dos dias parados.
Inovação - Campanha Nacional 2007
MOBILIZAÇÃO - QUEM LUTA CONQUISTA
A Campanha Nacional 2007 ganhou um novo formato de negociação graças à intervenção dos tra- balhadores. O Comando Nacional dos Bancá- rios, durante mais de um mês, apostou num processo que previa que os blocos de reivin- dicações seriam debatidos até que se esgotas- sem as discussões de cada tema. O objetivo: decidir a campanha desse ano sem os percal- ços que a greve traz para bancários e popula- ção, e evitar o “não para tudo” que sempre caracteriza a postura dos banqueiros.
Na primeira rodada foi acertada a criação de programas para prevenção e combate ao assédio
moral – com canal de denúncias para o bancário – e de prevenção e tratamento de doenças ocupacionais, entre outros avanços.
Quando começaram a ser debatidas as cláusulas eco- nômicas, os banqueiros voltaram a enrolar. Após quatro rodadas apresentaram uma proposta que previa somente a reposição da inflação. Foram necessárias mais cinco rodadas até que aparecesse a proposta aceita pelos bancários na noite de terça, dia 02/10, quando o Sindi- cato já havia publicado o edital que deflagraria a greve por tempo indeterminado à partir do 03/10.
Foi um processo longo, cansativo, que exigiu
muito preparo dos bancários nas rodadas de ne- gociação, mas valeu. O acordo fechado é um dos melhores dos últimos anos, e é importan- te levar em conta que há quatro anos os bancários fecham campanhas com aumento real. “Os bancários merecem mais, não temos dúvida, mas estamos avançando. Conseguimos tam- bém agregar uma nova conquista ao contrato de trabalho, a 13ª cesta alimentação. Os ban- cários estão de parabéns. As conquistas são fruto da participação e mobilização de cada um dos trabalhadores da categoria”, comenta o pre- sidente do Sindicato ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇.
CAMPANHA SALARIAL 2007: VEJA ALGUMAS IMAGENS DA TRAJETÓRIA DA CAMPANHA
Assembléia de aprovação da minuta Paralisação de Advertência 28/09 Assembléia que aprovou a proposta
Atividades em Barretos Atividades em Miguelópolis Atividades em Guaíra
É UMA LUTA DESIGUAL. DE UM LADO OS BANCOS E SEUS BILHÕES DE ▇▇▇▇▇.▇▇ OUTRO, BANCÁRIOS EXPLORADOS E PRESSIONADOS. A ÚNICA MANEIRA DE LUTAR CONTRA ESSAS DIFERENÇAS ESTÁ NA UNIÃO, PARTICIPAÇÃO E ORGA- NIZAÇÃO. FOI ASSIM EM TODAS AS CONQUISTAS TRABALHISTAS.
Interdito Proibitório
Bancários participam de ação contra interdito proibitório
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos, entrou com ação de descumprimento de pre- ceito fundamental no STF contra a utilização de interditos proibitórios e para garantir am- plo direito de greve.
Os bancários entrarão como parte na ação por conta da utilização do instrumento do interdito também em relação à categoria.
No dia 10/10, os presidentes da Contraf- CUT, ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇, e da CNM, ▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, tiveram audiência com o mi- nistro ▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇, relator do processo, para mostrar a urgência da resolução desse proble- ma.
No processo, foi feito pedido de liminar para suspender todas as ações de interdito proibitório
em caso de greve no país.
Bastou o sindicato publicar o edital de greve, os bancos Itaú e Bradesco utilizaram mais uma vez o famigerado instrumento proibitório (Instru- mento jurídico que trata da preservação do patrimônio). Bancário não é patrimônio do banco, e tem o legítimo direito de greve garantido na Constitui- ção Federal.
Atividades em Bebedouro Atividades em Pitangueiras Atividades em Cajobi
Atividades em Sevirinia Atividades em Colina Atividades em Colômbia
Atividades em Morro Agudo Atividades em Viradouro Atividades em Jaborandi
DAÇÃO SUBMETIDOS A APROVAÇÃO EM ASSEMBLÉIA E NÃO IMPOSIÇÃO.
BRAR QUE A MENSALIDADE E O ASSISTENCIAL SÃO MEIOS DE ARRECA-
CATEGORIA E MANUTENÇÃO DA ESTRUTURA DO SINDICATO. VALE LEM-
A CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL É REVERTIDA EM CONQUISTAS PARA A
Aposentados
O Dia Internacional do Idoso foi comemorado no dia 1º de outubro. Para marcar a data, diversos integrantes da diretoria da Associação dos Funcionários Aposentados do Estado de São Paulo foram homenageados em ato solene no último dia 4 de outubro, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. O evento foi iniciativa do deputado estadual ▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇ (PT).
Saúde
UnB aponta que bancários sofrem mais problemas mentais
Estudo aponta também que a maior parte dos distúrbios causados pelo trabalho acabam entrando no INSS como auxílio comum.
Mundial da Saúde Mental.
O crescimento dos casos de distúr- bios psicológicos en- tre trabalhadores preocupa autori- dades em todo o mundo. Essa é uma das razões que levou a Orga- nização Mundial da Saúde (OMS) a definir 10 de ou- tubro como o Dia
maior de se afastarem do trabalho por mais de 15 dias consecutivos por problemas mentais do que os traba- lhadores de indústrias de fabricação de produ- tos químicos, ou ainda, duas vezes maior que aqueles das indústrias de fabricação de pro- dutos de metal. “É preciso mais consciência de que há profissões que realmente afetam a saúde mental das pessoas”, diz a chefe do la- boratório da UnB e coordenadora da pesquisa, professora ▇▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇-▇▇▇▇▇▇.
O que levou as entidades e fazer o levantamen- to foi a disparidade nos números do INSS entre os auxílios simples, considerados sem relação com o tra- balho, e os acidentários, causados pelo trabalho. Mais
lhador.
Estabilidade - Ela avalia que os afastamentos não aparecem como doenças ligadas ao trabalho por- que quem recebe auxílio doença acidentário tem um ano de estabilidade no emprego quando volta a traba- lhar. “E isso os empregadores procuram evitar ao máximo", alerta a professora. Além disso, há dois gran- des fundos para os quais as contribuições previdenciárias vão. Um com recursos financiados pelas empresas, que se destinam ao pagamento das licenças por doenças e acidentes de trabalho, e outro financiado por todos aqueles que contribuem para a Previdência Social. Os trabalhadores afastados aca- bam caindo no bolo maior, maquiando a real dimen-
Segundo recente pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o INSS, a saúde mental é mais afetada pelo trabalho do que indicam os atestados médicos. Um dos dados é relevante: 48,8% dos trabalhadores que se afastam por mais de 15 dias sofrem com algum problema de saúde mental. O prin- cipal deles é a depressão.
Bancários - Para os bancários, o problema é ainda mais grave. Os dados da pesquisa mostram que esses trabalhadores correm um risco duas vezes e meia
Justiça
de 99% dos benefícios concedidos por transtornos mentais foram considerados como não relacionados ao trabalho.
A pesquisa mostra ainda que existem fatores re- lacionados ao trabalho dos bancários (estresse, res- ponsabilidade, pressão de chefe, entre outros) que afetam mais a sua saúde mental. Segundo a professo- ra, esses fatores estão sendo mascarados porque a imensa maioria das licenças expedidas apresenta como causa do afastamento a vida particular de cada traba-
são dos problemas laborais e diminuindo a responsa- bilidade das empresas.
“É muito positivo que tenhamos agora uma pes- quisa mais ampla que comprove dois pontos que já sabíamos verdadeiros a partir da nossa experiência prática: a intensa pressão e o assédio moral dentro dos bancos prejudica muito os bancários, e os ban- queiros fazem de tudo para não serem responsabilizados por isso”, afirma ▇▇▇▇▇▇▇ ▇▇▇▇▇▇▇▇, diretor do sindicato responsável pela área de saúde.
TST condena Santander a pagar R$ 100 mil a bancária
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) conde- nou o banco Banespa, hoje controlado pelo Santander, a pagar R$ 100 mil para uma bancária a título de inde- nização por danos morais, em virtude da contração de LER durante o período em que exercera função de secretária de gerente regional.
A empregada, de acordo com o TST, foi con- tratada em 1978 pelo Banespa e, em meados de 1996, exercia a função de secretária do gerente regional na GR-9 da Baixada Santista. Dentre seus atributos es- tavam digitação, atendimento telefônico, fazer fotocó- pias, cálculos, arquivamento e escrita manual.
A rotina levou a bancária a sofrer com dores na coluna, no ombro e antebraço, e a Divisão de Saúde Organizacional (DSO) comprovou que as lesões em seus músculos e tendões provinham da deficiência ergonômica de seu posto de trabalho. Foi exigida a alteração das condições a fim de adaptá-las à funcio- nária, o que não foi realizado pela instituição.
Somente após a trabalhadora contrair LER o banco resolveu mudar a função dela para gerente-ad- junta. Em 2001, após aderir a um Programa de De- missão Voluntária (PDV), ela se desligou do banco e foi à Justiça para cobrar a indenização.
BOCA NO TROMBONE!
NOSSA CAIXA – CLIMA INSUPORTÁ- VEL CALOR INFERNAL
Além da pressão por cumprimento de metas abusivas, funcionários e clientes têm de enfrentar o calor exces- sivos dentro das agências bancárias da Nossa Caixa das cidades de Colina, Guaíra, Miguelópolis, Monte Azul Paulista e MorroAgudo.
Durante o período de setembro, em Campanha Salarial de 2007, diretores do Sindicato, constataram uma situação preocupante.
Os funcionários além da sobrecarga de traba- lho, tem que conviver em um ambiente de calor infer- nal em condições inadequadas, prejudicando seu rendimento no trabalho e contribuindo para o aumen- to de stress.
Os clientes além de enfrentar longas filas, têm de conviver com constantes situações de mal estar devido ao calor.
Mesas Temáticas
Esta situação tem que mudar, os funcionários merecem ser tratados com mais respeito e com con- dições dignas de trabalho.
BANCO DO BRASIL
Atenção bancários - não se intimidem em de- nunciar o assédio moral que ainda persiste dentro das
agências.
A direção do Banco assumiu o compro- misso de resolver esta questão, mas parece que é do sangue de alguns administradores(as) persistirem, continuam exercendo uma gran- de pressão psicológica em cima dos funcio- nários.
Aqui vai um alerta, por enquanto direcionada para agência de Bebedouro.
O sindicato está de olho, e esta agência está na mira da entidade.
Todo ditador(a) tem seu dia.
Constatamos isso durante a corrida em todas as agências que percorremos durante a campanha sa- larial.
Outras agências também estarão sendo destacadas e denunciadas às suas diretorias, DRT e conforme o caso, ao Ministério Público do Tra- balho.
Bancários e ▇▇▇▇▇▇▇ discutem assédio moral, emprego e segurança
O Comando Nacional e ▇▇▇▇▇▇▇ voltaram a se reunir no dia 08/10, para negociar as questões que integram as mesas temáticas. O combate ao assédio moral, a melhora na segurança bancária e o emprego foram o foco deste último encontro antes da assinatu- ra da Convenção Coletiva, prevista para quinta-feira.
A Fenaban reconheceu que o assédio moral é um problema dentro das agências e departamentos do banco e se comprometeu a combatê-lo. Na ques- tão da segurança bancária, a Fenaban também se comprometeu a negociar com os represen- tantes dos bancários, na mesa específica sobre saú-
de, a emissão da Comunicação de Acidente do Tra- balho (CAT) para todas as vítimas de assalto e se- qüestro. A comissão dos bancos, entretanto, informou que desconhece tecnicamente o tema segurança e não está autorizada a negociar reivindicações como a im- plantação de portas giratórias com detector de metais e o transporte de numerários.
Sobre as reivindicações relacionadas ao empre- go, a Contraf-CUT reafirmou que é fundamental a garantia formal de os bancos não demitir em casos de fusão ou aquisição. A Fenaban justificou que não é possível incluir uma cláusula deste tipo na
Convenção Coletiva e que a Contraf deveria negociar banco a banco para fechar acordos com cada um.
Além das reivindicações dos bancários, a Fenaban também apresentou uma pauta na negociação desta segunda. Os bancos querem discutir, entre outros assuntos, a estabilidade pré-aposentadoria, a redução do auxílio-cre- che para se adequar à lei e a jornada de traba- lho. A Contraf informou aos bancos que não aceita discutir nada que flexibilize ou reduza os direitos dos bancários.
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Entenda a PLR
Pela regra da Participação nos Lucros e Resul- tados assegurada em convenção coletiva nacional to- das as empresas devem destinar no mínimo 5% e no máximo 15% de seu lucro líquido na distribuição a seus funcionários.
Quando a distribuição for inferior aos 5%, o banco tem de majorar o pagamento até atingir dois salários do funcionário – com teto de R$ 11.652.
Pelas projeções do Sindicato, todos os traba- lhadores do Bradesco, Itaú, Unibanco, Santander e Real ABN receberão dois salários.
Vale lembrar que a PLR será de 80% do salário mais o valor fixo de R$ 878 para os bancos que gastarem acima dos 5% do lucro líquido, como é o caso do HSBC: 50% desse valor (40% do salário mais R$ 439) serão pagos dez dias após a assinatura do acor- do e a segunda parcela vem até março de 2008.
Adicional – Os funcionários desses bancos tam- bém receberão o adicional à PLR que pode variar de R$ 1.200 até R$ 1.800. Metade deste valor, de R$ 600 até R$ 900, também será creditado dez dias após a assinatura do acordo. O adicional é pago acima dos tetos e sem desconto de programas próprios de re- muneração.
O valor adicional equivale a 8% da variação do lucro líquido do primeiro semestre de 2006 para o primeiro semestre de 2007, dividido pelo número de empregados. Quando a variação do lucro do primeiro semestre for igual ou maior que 15%, será garantida a parcela mínima de R$ 600.
